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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Midia e suicídio


MIDIA E SUICÍDIO
O suicídio da imigrante enfermeira na Grã-Bretanha que foi ludibriada pela mídia australiana traz algumas questões sérias para a sociedade. Sabemos desde Durkheim, no Capítulo sobre Imitação em O Suicídio (1897) que a comunicação de um suicídio pode em determinadas situações levar ao aumento do número de casos pela imitação um fenômeno que fala da comunicação e do contágio na sociedade.
Agora que a mídia leve um cidadão a cometer o suicídio, não por imitação, mas pela provocação de uma farsa, para obter informaçãoes médicas da família inglesa é novo, e surpreendentemente insano e anti-ético.
Adiante podem surgir com todos os avais médicos, aqueles que vão dizer que a imigrante enfermeira estava deprimida. Esta história sempre surge. Vejamos: existem milhares de pessoas com depressão no mundo, em tratamento ou não, mas apenas uma pequena parcela se suicida com a depressão como quadro inicial. Portanto acho que não cabe.
Agora como é possivel a empresa jornalística ter comprado a matéria conseguida com uma fraude, que foi enganar o outro para conseguir uma informação, que teria muitas repercussões como teve. E este outro era uma imigrante enfermeira...E tem aqueles que dizem que devemos afastar as concepções sociais do suicídio, ou seja, tentam passar por cima de Durkheim sem os equipamentos necessários, pelo menos não mostram.

3 comentários:

  1. Excelente nota divulgada>
    Parabéns pelo site de grande utilidade!
    Abraços,
    Raquel Nonatto

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    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Muito obrigado pelo seu comentário Raquel. Este retorno é sempre útil, porque indica os interesses dos que acessam a página e de que forma podemos contribuir.Felipe

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