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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Artigos: Taxas de suicídios no Brasil e em alguns países


Ocorreram 9.448 (Ministério da Saúde,www.datasus.gov.br) suicídios no Brasil em 2010, correspondendo a uma taxa de mortalidade específica não-ajustada de 5,0 óbitos/100.000. As maiores taxas ocorreram nos Estados do Rio Grande do Sul (9,7), Santa Catarina (8,5), Mato Grosso do Sul (7,7) e Roraima (7,5). Todas estas consideradas taxas moderadas, embora tenhamos taxas consideradas altas em várias cidades destes Estados. A taxa geral esteve distribuída entre a população masculina (7,9) e feminina (2,1), numa relação 4:1 como ocorre na maioria dos países que possuem dados disponíveis. A distribuição por faixa etária deu-se da seguinte forma: acima de 60 anos – 7,9; 50-59 – 6,7; 40-49 – 7,4; 25-29 – 6,8; 20-24 – 6,1 e 15-19 – 3,6.
Nos Estados Unidos da America, de 1999 a 2010 a taxa ajustada de suicídio para adultos de 35-64 anos aumentou significativamente de 28.4%, de 13,7 por 100,000 habitantes para 17,6 (CDC, www.cdc.gov.). A taxa de suicídio para homens nesta faixa etária aumentou 27.3%, de 21.5 para 27.3, e a taxa para mulheres aumentou 31,5%, de 6.2 para 8.1. Entre os homens o maior aumento foi na faixa de 50-54 e 55-59 anos (49,4%, de 20.6 para 30.7, e 47.8%, de 20.3 para 30.0, respectivamente). Entre as mulheres o mais alto aumento na taxa foi observado entre mulheres de 60-64 anos (59,7%, de 4.4 para 7.0).
Em 2010 a taxa de suicídio na Suécia na população abaixo de 65 anos foi de 11.1 por 100.000.


sábado, 23 de novembro de 2013

Reportagem da TV Mundo Maior



Diferentes pontos de vista dentro da sociedade sobre o tema.


Notícia: Debate sobre a exposição de imagens ofensivas na Rede internet.



Continuando o debate sobre o impacto da divulgação de imagens e comentários ofensivos e que podem provocar danos, como os casos de suicídio. A legislação deve implicar a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 
Nos Estados Unidos, Califórnia e New Jersey legislaram recentemente sobre o assunto e outros nove Estados planejam fazer o mesmo, mas se discute se esse tipo de crime deveria ser tratado em âmbito cível ou criminal, o que implicaria diferentes penas, variação no peso das provas e maior participação do Estado na resolução do conflito.O Projeto abaixo trata do assunto:
Projeto de Lei 6630/2013
Apresentado no dia 23 pelo deputado Romário (PSB-RJ), aguarda despacho do presidente da Câmara para início à tramitação 
- Acrescenta um artigo ao Código Penal, considerando crime a conduta de divulgar fotos ou vídeos com cena de nudez ou ato sexual sem autorização da vítima. 
- Será prevista detenção de um a três anos, além de multa. A pena será aumentada em um terço se o crime for cometido com o fim de vingança ou humilhação, ou se a autoria for atribuída a quem era cônjuge, companheiro, noivo, namorado ou manteve relacionamento amoroso com a vítima. 
- O autor também terá de indenizar a vítima por despesas decorrentes de mudança de domicílio, de instituição de ensino, tratamentos médicos e psicológicos e perda de emprego. O pagamento não exclui o direito da vítima de buscar indenização por danos morais.

Veja matéria completa no link abaixo:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/10/a-vinganca-porno-esta-na-mira-da-lei-4316094.html

Notícias: DIALOGO NAS REDES: UMA POSSIBILIDADE MAS UM GRANDE DESAFIO



Os projetos que visam regulamentar as leis de internet devem ser amplamente debatidos por toda a sociedade e votados pelo Congresso o mais breve possível. A regulação e a definição da responsabilidade jurídica sobre os atos é urgente.

Isto é o que penso sobre estes últimos acontecimentos de suicídio na rede de internet, sem legislação suficiente que proteja os jovens, menores perante a Lei, na sociedade.

A tragédia que ocorreu em Veranópolis, uma cidade de vinte mil habitantes, de colonização italiana na Serra Gaúcha, no Brasil, é mais um exemplo de que o suicídio é uma questão de saúde publica e toda a sociedade deve estar envolvida.

As organizações da sociedade que tem programas de Prevenção do Suicídio, como o CVV (Centro de Valorização da Vida)-www.cvv.org.br, utilizando chats de conversas são uteis, principalmente nestes momentos. 

O problema refere-se ao uso indevido de comunicados e divulgação de imagens que precisam ser regulamentados urgentemente.

Veja abaixo e reflita:



  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Noticia: Entrevista do Dr. Carlos Felipe D Oliveira a RFI.

Noticia:  Suicídio uma questão de saúde publica.

 Veja no link abaixo matéria da entrevista sobre suicídio dada pelo Dr. Carlos Felipe D `Oliveira a RFI (Radio France Internacional).

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130912-especialista-defende-discussao-do-tema-do-suicidio-na-midia

Eventos: III Simpósio Internacional de Prevenção do Suicidio


III Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio aborda os desafios da prevenção na era digital
Iniciativa do CVV reúne especialistas mundiais no dia 20 de setembro em Florianópolis
Participação é gratuita e aberta ao público

Há 51 anos atuando na prevenção do suicídio, o CVV organiza pelo terceiro ano consecutivo o Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio, pela primeira vez fora da Grande São Paulo. Florianópolis é a cidade que receberá, no dia 20 de setembro, cerca de 300 pessoas interessadas em discutir o tema. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no próprio dia.

A mesa debatedora será formada por três especialistas com forte experiência na prevenção do suicídio em diferentes regiões do mundo. Dr. Carlos Felipe Almeida D’Oliveira é o único representante brasileiro. Médico, Carlos Felipe foi coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio e representante brasileiro na Associação Internacional de Prevenção do Suicídio (IASP).

Da Argentina vem a debatedora Dra. Maria Fernanda Azcoitia. Ela é psicóloga e presidente do CAS – Centro de Assistência ao Suicida, de Buenos Aires. O terceiro debatedor é o norte-americano Gary Beckmann, coordenador regional do Befrienders Worldwide (organização que congrega instituições similares ao CVV ao redor do mundo).

O tema central do debate deste ano é “O desafio da prevenção na era das mídias sociais”.

“As tecnologias avançaram e os hábitos de comunicação mudaram, mas o suicídio continua sendo uma realidade, pois as dificuldades de lidarmos com as emoções continuam as mesmas. Para reduzir os casos de suicídio, as iniciativas de prevenção precisam se adaptar ao novo momento”, comenta Robert Paris, diretor do Befrienders Worldwide e membro do conselho do CVV – Centro de Valorização da Vida.

Uma iniciativa do CVV bastante recente nas mídias sociais é o movimento “Isso me faz seguir em frente”. Lançado na última semana de agosto e inicialmente baseado no Facebook, na página https://www.facebook.com/issomefazseguir, o movimento quer estimular as pessoas a refletirem sobre suas emoções e motivações. Em dez dias, a fanpage ultrapassou os 1.500 fãs.


III Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio
Data: 20 de setembro de 2013
Horário: 14h às 18h30
Local: Morro das Pedras Praia Hotel - Rua Manoel Pedro Vieira - 550 - Praia do Morro das Pedra - Florianópolis/SC
Organização: CVV – www.cvv.org.br ou 141 (telefone nacional)
Entrada franca

Debatedores
Dra. Maria Fernanda Azcoitia
Presidente do CAS, Centro de Assistência ao Suicida, de Buenos Aires, instituição onde atua desde 1981.
Psicóloga clínica,participou de vários Congressos de Suicidologia onde tem focado especialmente a temática de apoio por telefone atuando também como capacitadora de atendentes em todo território argentino.
Integra as comissões organizadoras de diversos congressos sobre o tema.


Dr. Carlos Felipe Almeida D'Oliveira,
Médico formado pela UFRJ, Mestre em Ciências da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz e Pós-Graduado em Pediatria pela UFRJ.
Foi Coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio (2005-2008), Representante Nacional da IASP (2006-2009), Coordenador do Núcleo de Atenção ao Suicídio do Instituto Philippe Pinel (2002-2003), Coordenador do Projeto ConViver de apoio aos Sobreviventes do Suicídio-RJ (2006-2008).
Recentemente lançou o site www.rebraps.com.br e possui  publicações sobre o tema Prevenção do Suicídio.

Gary Beckmann
Coordenador Regional de Befrienders Worldwide para América do Norte.
Atua como voluntário há mais de 18 anos, sendo atualmente membro do Board do Samaritans Boston . Trabalhou em Viena como voluntário em atendimento telefônico, sempre em prevenção do suicídio.


O suicídio no Brasil
·         No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida.
·         No mundo, uma pessoa se mata a cada 40 segundos.
·         Segundo pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas.
·         De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados.
·         Quem tenta suicídio pede ajuda.

Apesar da seriedade do assunto, o suicídio ainda é um tabu na sociedade brasileira o que dificulta a sua prevenção. O CVV acredita que uma forma importante de se evitar novos casos é conversar sobre o assunto para derrubar mitos e quebrar tabus.

Sobre o CVV
O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.
É associado ao Befrienders Worldwide (www.befrienders.org), entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como a melhor iniciativa não governamental de prevenção ao suicídio no Brasil.


Contatos com a imprensa sobre temas nacionais do CVV
LVBA Comunicação Corporativa e Relações Públicas
André Lorenzetti
11 3039-0660 / 3039-0659

cvv@lvba.com.br

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Publicação: Dia Mundial da Prevenção do Suicídio - Artigo do Dr. Humberto Correa

Publicação: Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

Veja no link abaixo o artigo do Dr. Humberto Correa, ex-representante no Brasil da IASP (International Association for Suicide Prevention) para este dia.

Publicação: Dia Mundial da Prevenção do Suicídio - Artigo do jornalista Andre Trigueiro

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

Veja no link abaixo o artigo do jornalista brasileiro Andre Trigueiro, militante na área de Prevenção do Suicídio e colaborador do Centro de Valorização da Vida (CVV), para este dia.

sábado, 7 de setembro de 2013

PUBLICAÇÃO: DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO – NO CAMINHO DE HANNAH ARENDT E EDGARD MORIN

Devo iniciar este artigo sobre o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio com um parágrafo da célebre obra de Hannah Arendt, A Condição Humana editada em 1958: “Todas as atividades humanas são condicionadas pelo fato de que os homens vivem juntos, mas a ação é a única que não pode ser imaginada fora da sociedade humana”.
Neste parágrafo Arendt reforça sua teoria de que a ação é prerrogativa do homem, e só a ação depende inteiramente da constante presença de outros. Assim trazemos a importância deste trabalho coletivo para celebrar no dia 10 de setembro a lembrança de que trabalhamos por uma condição humana de extrema importância: o direito à vida.
O suicídio do ser humano contempla a vitória do sofrimento sobre a vida e a incompetência cruel da sociedade humana em proteger seus semelhantes.
Há mais de dez anos venho comentando sobre a complexidade do fenômeno do suicídio. E o conceito de complexidade deste evento merece ser melhor entendido. Cito isto porque vejo em vários comentários na rede internet como a questão da causalidade do suicídio traz equívocos na sua compreensão.
Outro dia seguindo na internet uma discussão sobre a questão do aumento da taxa de suicídio nos países em crise econômica no sul da Europa um comentarista de origem suiça relatava que: “as crises econômicas não podem ser uma causa de suicídio porque na Suiça não existe crise econômica e havia um aumento da taxa de suicídios”.
Esta é a ideia do pensamento linear, dualista, cartesiano que não consegue ver a interação de variáveis na compreensão de um fenômeno, principalmente quando este é extremamente complexo e, portanto, sua multicausalidade. No conceito de Edgard Morin, que adotamos para falar de complexidade, esta redução do pensamento e do método científico se apresenta nos processos de separação e redução dos fenômenos e consequente análises equivocadas.
Vários dos conceitos da teoria da complexidade como auto-organização, imprevisibilidade, imprecisão, correlação, autopoiese e outros ajudam a entender o fenômeno do suicídio e são essenciais para o desenvolvimento de ações de prevenção do suicídio.
Assim, pretendo nesta semana dar seguimento a este pensamento, assim como trazer outros autores que podem auxiliar a compreensão deste tema e estimular um debate nesta rede.

domingo, 18 de agosto de 2013

Notícia: Agrava-se a Tragédia na Grécia e sua relação com o aumento da taxa de suicídios

Esta  matéria no link abaixo que vem sendo publicada desde o lançamento do livro de Stucker e Basu, pesquisadores de Oxford e Stanford, retoma o conceito de Durkheim sobre o impacto das relações sociais sobre o suicídio. O que ela traz de novo é a hipótese de que a austeridade provocada pelas medidas econômicas, e não apenas as crises econômicas, é o fator determinante. Nos estudos que foram feitos nas crises no sul da Europa, além  dos despejos provocados pelas retomadas dos imóveis pelos bancos na Espanha está o impacto sobre os cortes de programas, de salários e aposentadorias na Grécia.
Este país tem hoje cerca de 67% de jovens desempregados, o que produz um impacto importante na sociedade grega e, ontem o Ministro de Finanças daquele país suspendeu as restrições impostas as execuções das hipotecas de imóveis residenciais de proprietários que estão inadimplentes com os bancos. Tal medida é uma imposição da troica (FMI , União Europeia e Banco Europeu) para proteger os bancos que em ultima analise sustentam a politica de austeridade econômica na Europa.

domingo, 14 de julho de 2013

Noticia do blog da REBRAPS

ESTATÍSTICA DA ORIGEM DO BLOG

Apos nove meses do lançamento deste blog chegamos este mês as mais de 3.500 visualizações. Todos podem conferir no marcador do blog este dado, mas não podem saber a origem destas visualizações. Como administrador do blog democrático desejo compartilhar para que  saibam as origens dos países que acessam esta pagina.
Durante este período foi esta a distribuição das origens das dez maiores visualizações: Brasil 2.016, EUA 524. Alemanha 475, Russia 76, China 43, Malásia 39, México 37, Ucrânia 20, Franca 25 e, Argentina 22.
No ultimo mes tivemos novas origens: Áustria 20 e Romênia 20. E assim vamos construindo e compartilhando este blog, que ;é de utilidade publica.

A pagina com maior numero significativo de visualizações foi aquela com o  trabalho publicado pela Oxford University cujo Capitulo sobre Prevenção do Suicídio no Brasil tivemos a honra de participar. Isto demonstra o interesse dentro e fora do Brasil sobre o tema que consideramos e sempre defendemos como de saúde publica. Alem das paginas que falam do blog, ha também um interesse por artigos e comentários. A partir das origens das visualizações das postagens podemos também avaliar estes interesse. 

Entendemos que é mais complicado deixar um comentário sobre o que se visualizou mas comentários sobre os artigos e atividades ajudam a construir uma boa base de dados compartilhados e assim ampliamos o conhecimento, um dos objetivos deste blog ao contribuir para o desenvolvimento de estrategias nacionais de Prevenção do Suicídio. Comente.
Obrigado a todas e todos que acessam o blog da REBRAPS


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Artigo: Suicide in Brazil, 2004–2010: the importance of small counties


Suicide in Brazil, 2004–2010: the importance of small counties
Letícia Marín-León1, Helenice Bosco de Oliveira1 and Neury José Botega2
Rev Panam Salud Publica. 2012;32(5):351–9.

Abstract


Objective. To describe suicide rates by county size in the five geopolitical areas of Brazil.

Methods. This was an ecological, descriptive study of suicide deaths in Brazil that occurred among the population 10 years of age and older in 2004–2010. Data were obtained from the National Mortality Information System of Brazil. Counties were defined by size as: very large (200 000+), large (< 200 000–100 000), medium (< 100 000–50 000), small (< 50 000–20 000), very small (< 20 000–10 000, and micro (< 10 000). Age-adjusted suicide rates were calculated for all counties and for population-size groups in each geopolitical area. Rate ratio and 95% confidence interval were used to compare suicide risk between groups and the reference.

Results. The national, average suicide mortality rate was 5.7 deaths/100 000 inhabitants. Except in the North and North-East, suicide mortality rates increased from the very large (> 200 000) to the micro counties (< 10 000 population). Very high rates were scattered in the North and Mid-West among the indigenous peoples (> 30 deaths per 100 000). At highest risk were micro counties in the South (13.6 deaths per 100 000), with elderly males (60+ years, 31.4) and males 40–59 years (31.3) being the sex/age group with the highest rates.

Conclusions. To reduce suicide mortality in Brazil, public health authorities must support mental health training in small cities and multi-professional interventions among the indigenous peoples. In addition, the causes behind underreporting of suicide deaths must be resolved in several areas.


1 Department of Preventive Medicine, School of  Medical Sciences, State University of Campinas, São Paulo, Brazil. 
2 Department of Medical Psychology and Psychiatry, School of Medical Sciences, State University of Campinas, São Paulo, Brazil

Veja o texto integral em:
http://www.scielosp.org/pdf/rpsp/v32n5/v32n5a05.pdf

segunda-feira, 24 de junho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

A TRAGÉDIA GREGA - UMA PUNIÇÃO COLETIVA

Este resumo de um Capítulo do livro The Body Economic: Why austerity kills, de Stuckler e Basu (2013), trata da crise política e financeira que ocorreu na Grécia entre os anos de 2001 e 2012 e seu impacto na saúde pública, com o aumento da taxa de suicídio em 20%, entre 2007 e 2009.
A entrada da Grécia na União Européia em 2001 não ocorreu sem custos. Nos cinco anos após, a Grécia viveu um período de bonança de construção. O Fundo Europeu colocou ali $ 24 bilhões de euros em projetos de infraestrutura, incluindo os gastos com as Olimpíadas de 2004. Em junho de 2006 o PIB era de 7,6%.
Mas isto era o que se vendia. A economia grega estava em crise. Gastos intensos, incluindo uma corrupção enorme,  e arrecadação diminuída. Com a crise dos Estados Unidos em 2008 a Grécia entrou em choque. A troika (FMI, A Comissão Européia e o Banco Europeu) em troca de um financiamento para sustentar a crise provocada pelos próprios bancos franceses e alemães deu uma receita drástica de austeridade.
Corte de salários, demissões e corte de pensões, corte nos programas sociais, principalmente no sistema de saúde.
O resultado: os cidadãos sem moradia aumentaram 25% de 2009 a 2011; os homicídios duplicaram de 2010 a 2011; desemprego subiu de 7% em 2008 para 17% em 2011; desemprego entre jovens subiu de 19% para 40%; aumento da demanda de assistência medica nos serviços públicos em 25%; corte nos gastos públicos com medicamentos e procedimentos médicos; aumento dos casos de HIV por corte na oferta de seringas para os usuários de drogas intravenosas; reaparecimento da malária pelos cortes nos programas de prevenção; aumento de 40% na taxa de mortalidade infantil.
Esta foi a receita dos Bancos da França e da Alemanha para resolver a crise da Grécia que eles mesmo financiaram.
Entre 2009 e 2012 a cidade de Atenas cortou em 3 bilhões de euros seu orçamento para a saúde.
Entre os cidadãos que mais se suicidaram foram os idosos que tiveram suas pensões cortadas. Os números de mortes por causas não determinadas é alto. Certamente muitos suicídios foram subnotificados porque a Igreja Ortodoxa Grega não faz os funerais dos que se suicidam, e para salvar a honra das famílias.
Estudos como este, levados a sério são muito importantes para que sejam considerados nos momentos de crises e sua relação com os sistemas de saúde.
Sabe-se que investimentos em saúde levam a novos empregos (médicos, enfermeiros, técnicos) e o desenvolvimento tecnológico (pesquisa laboratorial e inovação) produz um estímulo muito mais profundo na economia que qualquer outro gasto governamental.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

NOTÍCIAS: UM CASO DE SUICÍDIO EM IDOSOS

Ontem em torno das 17 horas um casal de idosos, acima de 80 anos, precipitou-se de um edifício na Rua Santa Clara, em Copacabana, Rio de Janeiro. Vizinhos informaram que a mulher estava com a Doença de Alzheimer, e o marido cuidava dela. Versões discordantes dizem que ambos saltaram juntos, e outras que o marido jogou a mulher e depois se lançou.

Esta história me fez lembrar do enredo do filme AMOUR do Diretor Michael Haneke, com Jean Luis Trintinant e Isabelle Hupert. No filme a personagem da mulher inicia um quadro clínico da Doença de Alzheimer e o marido depois de cuidar dela por um tempo, a mata e sai sem que se saiba o destino que o diretor deu a ele.

O fenômeno da imitação  no suicídio surgiu na publicação do livro do escritor alemão Goethe, os sofrimentos do jovem Werther, em 1774: um romance de amor em que o herói se suicida e, que levou a um aumento na taxa de suicídio de jovens na Europa.
Durkheim no capítulo sobre A Imitação em seu livro O Suicídio, de 1897, portanto posterior ao livro de Goethe, afirma que: existe imitação quando um ato tem por antecedente imediato a representação de um ato semelhante, anteriormente realizado por outros, sem que entre esta representação e a execução se intercale nenhuma operação intelectual, explícita ou implícita, relativa aos caracteres do ato reproduzido.
Embora não tenhamos informações precisas, e nunca as teremos sobre este caso, o fato do filme ter passado recentemente e de ter sido visto por uma população de adultos idosos na zona sul do Rio de Janeiro deixa a dúvida se existiu alguma relação.
O tema da imitação e do contágio não permite nenhuma análise banal, porque ele diz respeito aos fenômenos de comunicação e tem um impacto sobre a relação da mídia com o suicídio. Este evento que aconteceu em Copacabana não deve sair na mídia, nem deveria. Mas vai ser comentado de boca em boca como está sendo, neste bairro onde existe uma das maiores concentração de população idosa da cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 28 de maio de 2013

NOTÍCIAS DO CONGRESSO EM JUJUY-ARGENTINA

Foi grande a frequência de público no Primeiro Congresso Regional Argentino de Prevenção do Suicídio que ocorreu nos dias 24 e 25 deste mês de Maio em Jujuy, a província mais ao Norte da Argentina, e com a maior taxa de suicídio, particularmente entre jovens.
O Congresso foi promovido pela Fundación Vida, organização local  com fortes laços junto ao trabalho desenvolvido pela Igreja Católica, no tema do suicídio, e que mantem contato com o Centro de Assistência ao Suicida de Buenos Aires. O Congresso atraiu um público formado por: voluntários de ações sociais, professores, profissionais de saúde, religiosos, estudantes, enfim uma boa representação da sociedade de Jujuy e das Províncias vizinhas como Salta, Tucuman e outras.

Entre os diversos temas debatidos, a questão do desemprego e das medidas de austeridade econômicas que impactam nas taxas de suicídio, a fragilidade da coesão social nas estruturas da sociedade, como a família, induzidas por diversos cenários, tais como a migração interna e o consequente deslocamento de famílias.
O tema foi trazido pelos debatedores argentinos, brasileiros e uruguaios presentes no evento.

O jornal local El Tribuno de 25 de maio noticiou com as matérias abaixo:


       



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eventos Internacionais


La Asociación Mexicana de Suicidología, en coordinación con Secretaría de Salud del Estado de Campeche, así como la Asociación de Suicidiología de Latinoamérica y el Caribe, hacen extensiva una cordial invitación al V Congreso Internacional, V Congreso Latinoamericano y al Foro Estatal de Estrategias de Prevención del Suicidio.
Asimismo, se envía adjunto la convocatoria con los lineamientos para el envío de trabajos con fecha límite del 30 de junio del año en curso.
Reciban un cordial saludo y quedamos a su disposición para cualquier duda o comentario.
Comité Organizador AMS

Clique no link abaixo:






quarta-feira, 15 de maio de 2013

Publicação: Taxas de Suicídio e grandes crises na humanidade



 Um Capítulo que fala sobre coesão social, o conceito de Durkheim e, mais recentemente, em 1984, por Niklas Luhmann

http://oxfordmedicine.com/view/10.1093/med/9780198570059.001.0001/med-9780198570059-chapter-31

Publicação: Determinantes Políticos do Suicídio



Political Determinants of Suicide

Significant social, political, and economic changes in the countries of the former Soviet Union present a good model for investigation of the impact of environment on suicide mortality during times of transition. During the period of perestroika (1985–1990), when promising social changes were rapid, a significant decrease of suicide mortality was observed for both genders in all fifteen republics of the USSR. One of the factors which contributed to the decrease was the strict anti-alcohol policy implemented in 1985 and suspended by 1989. However, times of spiritual liberation, the aspiration of democracy, social optimism and hopes for higher living standards could also have attributed to the causality of suicide decrease. In the years 1990–1994, after the disintegration of the Soviet Union, the suicide rates in post-Soviet countries increased, with the exception of prevailingly Muslim central Asiatic, and the Caucasus countries which have a traditionally low level of suicides. The transitional period called for high adaptation capacity and the necessity of developing suicide-prevention programmes to increase social support and re-education measures.
O grifado em vermelho poderia representar uma redução da austeridade no sistema, com significativa expansão da vida social naquele período. Isto certamente deveria levar à redução do número de suicídio. Temos que considerar o que significava, em termos culturais, sociais, religiosos e econômicos as diversas Repúblicas da antiga URSS. Este Capítulo discute esta questão.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Publicação



Suicide prevention in Brazil

Chapter:
Suicide prevention in Brazil
Author(s):

Neury J Botega, 

Carlos Felipe Almeida D'Oliveira, 

José M Bertolote




DOI:
10.1093/med/9780198570059.003.0130

Brazil is the largest, and most populous, country in South America (population estimated in 2005 at 185 million). The low suicide rate in Brazil (around 4 per 100,000 inhabitants/year) is similar to those of most South American countries; however, in some population groups, such as farmers and male adolescents in the Rio Grande do Sul state, and for youngsters living in urban areas and indigenous groups, the rates are considerably higher. In spite of the low national suicide rate, the total number of suicides in 2005 was 8550, which places Brazil amongst the countries with the highest number of suicide deaths (Souza et al. 2002; Oliveira and Lotufo Neto 2003; Brasil—Ministerio da Saude 2006a).
http://oxfordmedicine.com/view/10.1093/med/9780198570059.001.0001/med-9780198570059-chapter-130

This Chapter was published on Oxford Textbook of Suicidology and Suicide Prevention, Edited by Danuta Wasserman and Camila Wasserman on March 2009. Published by Oxford University Press. Published in Oxford Medicine on July 2011.
If you are interested see the link below:
http://oxfordmedicine.com/view/10.1093/med/9780198570059.001.0001/med-9780198570059

domingo, 12 de maio de 2013

Publicação: Manual de Prevenção do Suicídio



Esta publicação pode ser acessada pelo link abaixo e  foi lançada em 2006, pelo Ministério da Saúde do Brasil e pela Organização Panamericana de Saúde. Foi organizada pelos médicos Dr. Carlos Felipe D Oliveira (Ministério da Saúde) e Dr. Neury Botega (UNICAMP) e fez parte das publicações lançadas pela Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf

domingo, 5 de maio de 2013

Novo estudo sobre desemprego e taxas de suicídio na Europa

Ainda sobre estudos envolvendo desemprego e sua relação com as taxas de suicídio.

The health consequences associated with fluctuations in the level of business activity in society have been investigated for some years, with mixed results. InThe Lancet today, David Stuckler and colleagues1 show that, across 26 European Union countries, rapid and large increases in unemployment were associated with a significant increase in suicide rates. The effect was stronger in countries with low spending on active labour-market programmes, and null or reversed in countries with high spending.

PRIMER CONGRESO REGIONAL ARGENTINO DE PREVENCION DEL SUICIDIO

Vamos estar presentes em Jujuy, no mês de maio, neste Congresso da Região Noroeste da Argentina.  O Congresso tem o apoio da ASULAC (Associação Latinoamericana e do Caribe de Prevenção do Suicídio). O tema do Congresso é: DEFENSA DE LA VIDA - PREVENCION DEL SUICÍDIO, e vamos falar sobre A Importancia de la Familia en el Trabajo en Red. A região vem demonstrando uma tendência de aumento da taxa de suicídios entre jovens e adultos, mas não conhecemos ainda estudos que apontem os fatores de risco envolvidos.
http://www.slideshare.net/CARLOS_FELIPE_OLIVEIRA/projeto-jujuy

The Body Economic: Why Austerity Kills

Como havia postado dias atrás acima está o nome da publicação lançada pelos Professores de Oxford e Stanford que estuda o impacto da recessão econômica, incluindo a austeridade, em questões de saúde pública como o aumento da taxa de suicídio em uma sociedade, como ocorreu na Europa e nos Estados Unidos desde 2008.  Este Estudo de um economista político  e um epidemiologista que em tese tem os conhecimentos necessários para tratar deste tema tão complexo pode trazer novas luzes ao pensamento durkheiniano, que algumas publicações insistem em desconhecer por interesses que não posso identificar.
Sugiro que leiam ambos: O Suicídio de Durkheim e este Estudo atual. Excelente tema para a Rede Dialogar
Carlos Felipe

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os estudos das Universidades de Oxford e de Stanford

Muito oportuno o estudo que revela as influèncias de fatores sociais, tais como o desemprego provocado pelas políticas austeras que beneficiam os interesses financeiros do capital nas grandes crises econômicas européias, sobre as taxas de suicídio. E o estudo assinado pelas Universidades de Oxford e de  Stanford, por um economista político e uma epidemiologista, traz de volta ao cenário o sempre contemporâneo pensador Emile Durkheim, um dos fundadores da sociologia, e sua publicação O Suicídio. Apesar de mais de cem anos nenhum trabalho vigoroso conseguiu chegar próximo nem derrubar qualquer tese de Durkheim, que usou o suicídio como objeto de seu estudo sobre os métodos sociológicos, e a influência dos fatores sociais sobre este evento.

Algumas publicações sugerem que os temas sociais não deveriam ser considerados, mas objetivamente não conseguem contestar com novas teses, e vamos deixar de lado estas publicações.

O que acontece agora na Grécia  com aumento da taxa de suicídios provocado pelo desemprego, principalmente de jovens, e o que aconteceu na Espanha, com o aumento da taxa de suicídio entre aqueles que perderam suas casas provocado pela mesma crise é um resultado direto da influência dos fatores  sociais sobre o suicídio, e que os casos diagnosticados como depressão tiveram sua origem nestes fatores. Assumir esta hipótese exige total liberdade de pensamento, que não é o que se revela em muitas instituições nacionais e internacionais, em relação ao tema.
Portanto, o estudo merece ser muito bem avaliado pela sociedade.