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domingo, 27 de abril de 2014

Controle de Meios: uma Diretriz na Prevenção do Suicídio.



CONTROLE DE MEIOS: Esta Diretriz da Estrategia Nacional de Prevenção do Suicídio deve ser aprofundada e o intercambio de informações é muito útil. Assim, segue mais um trabalho sobre o tema com a experiencia nas cidades abaixo.

Prevention of suicide by jumping: Experiences from Taipei City (Taiwan), Hong Kong and Singapore

Chapter:
Prevention of suicide by jumping
Author(s):

Ying-Yeh Chen

 and Paul Yip

DOI:
10.1093/med/9780198570059.003.0075
Nearly 80 per cent of the population of Hong Kong and Singapore live in high-rise buildings. High-rise buildings provide an opportunity for committing suicide by jumping, and elevated rates of suicide by this method are observed in the above-mentioned cities. An analysis of the suicides in Singapore, Hong Kong and Taipei can increase understanding and improve possibilities for prevention.

Controle de Meios: uma barreira segura


O Controle de Meios tem sido considerado pelos suicidologistas uma segura e  importante barreira na Estrategia de Prevenção do Suicídio. Abaixo um resumo de um trabalho realizado na Nova Zelândia e publicado pela Australian and New Zeland Journal of Psychiatry em 2001.

Canterbury Suicide Project, Christchurch School of Medicine, PO Box 4345, Christchurch, New Zealand 


Objectives: Suicide safety barriers were removed from a central city bridge in an Australasian metropolitan area in 1996 after having been in place for 60 years. The bridge is a known suicide site and is located adjacent to the region's largest hospital, which includes an acute inpatient psychiatric unit. This paper examines the impact of the removal of these barriers on suicide rates.
Method: Data for suicide deaths by jumping from the bridge in question, from 1992to 2000, were obtained from the regional City Police Inquest Office. Data for suicide deaths by jumping from other sites in the metropolitan area in question, from 1992 to 1998, were obtained from the national health statistics database. Case history data about each suicide death by jumping in the metropolitan area in question, from 1994 to 1998, were abstracted from coronial files held by a national database.
Results: Removal of safety barriers led to an immediate and substantial increase in both the numbers and rate of suicide by jumping from the bridge in question. In the 4 years following the removal of the barriers (compared with the previous 4 years) the number of suicides increased substantially, from three to 15 (χ2 = 8, df = 1, p < 0.01); the rate of such deaths increased also (χ2 = 6.6, df = 1, p < 0.01). The majority of those who died by jumping from the bridge following the removal of the safety barriers were young male psychiatric patients, with psychotic illnesses. Following the removal of the barriers from the bridge the rate of suicide by jumping in the metropolitan area in question did not change but the pattern of suicides by jumping in the city changed significantly with more suicides from the bridge in question and fewer at other sites.
Conclusions: Removal of safety barriers from a known suicide site led to a substantial increase in the numbers of suicide deaths by jumping from that site. These findings appear to strengthen the case for installation of safety barriers at suicide sites in efforts to prevent suicide deaths, and also suggest the need for extreme caution about the removal of barriers from known jumping sites.

sábado, 19 de abril de 2014

Sobre a Prevenção do Suicídio

Sobre a Prevenção do Suicídio
Como formulador e ex-Coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio (ENPS) lançada em 2006 pelo Ministério da Saúde, na PUC-RS, gostaria de esclarecer alguns pontos considerados na entrevista sobre o tema da Carta Capital no. 795. Atualmente coordeno a Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio (REBRAPS).
A Estratégia (ENPS) é  o resultado de um trabalho realizado durante um ano (2005) por um Grupo formalmente constituído pelo Ministério da Saúde, por instituições consideradas no Brasil pelo seu trabalho no campo da Prevenção do Suicídio nos últimos 20 anos: UNICAMP (Grupo do Prof. Neury Botega), UnB (grupo do Prof. Marcelo Tavares), PUC-RS (Prof. Blanca Verlang, falecida recentemente), UFRJ, ANVISA (Gerencia de Toxicologia), Instituto Philippe Pinel do Rio de Janeiro, UFRGS e CVV (organização que trabalha ha cerca de 50 anos no Brasil com o tema da Prevenção do Suicídio). Este trabalho teve como referencia os Planos Nacionais de países que nas últimas décadas trabalham com o tema, tais como os Estados Unidos, o Canadá, a Inglaterra, os países escandinavos, e foi resultado de um trabalho financiado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de servir de referencia a Estratégia (ENPS).
Alem desta referencia o Ministério da Saúde também publicou, e eu sou um dos autores, junto com o Prof. Neury Botega (Faculdade de Medicina da  UNICAMP) e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) um Manual para Profissionais de Saúde Mental de Prevenção do Suicídio, em 2006 (pode ser baixado em www.saude.gov.br). Alem desta publicação o Ministério da Saúde realizou convênios com a UNICAMP e a PUC-RS para o desenvolvimento de pesquisas no campo da Prevenção do Suicídio, neste periodo.
A Estratégia introduziu no campo da Prevenção do Suicídio um conceito e ferramentas importantes da Saúde Publica, entre elas o Controle dos Meios. Isto é, mecanismos que ajudam a evita/diminuir os casos de suicídio. Como exemplo, no ultimo mês equipes de profissionais do Estado do Espírito Santo, com o apoio da REBRAPS, apoiaram um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa daquele Estado que obrigassem a instalação de redes de proteção em locais de fácil acesso para tentativas de suicídio como a Ponte que liga Vitoria a Vila Velha. Este trabalho provocou um debate importante na mídia e na sociedade daquela cidade.
A Estratégia tem como uma de suas Diretrizes a participação da sociedade no desenvolvimento de sua política e, sobre este assunto estarei abrindo o próximo Cngresso de Prevenção do Suicídio da Associação Latinoamericana em Lima em setembro. Acreditamos que a sociedade e não apenas os órgãos de governo devam conduzir este processo, ainda que reconheça a co-responsabilidade.
Assim, sem poder me alongar no tema, mas deixando minha disponibilidade para o aprofundamento do tema louvo a Carta Capital por dar visibilidade a um tema tão complexo e tão delicado para a sociedade brasileira.

Dr. Carlos Felipe A. D’Oliveira
Coordenador da REBRAPS
Consultor do CVV

www.rebraps.com.br